Texto exclusivo redigido por: Rodrigo Rodrigues
A Praça da Alegria foi o primeiro alicerce na carreira de Ronald Golias e de muitíssimos outros comediantes. Tudo começou quando Victor Costa, dono da TV Paulista, pediu ao Manoel de Nóbrega um novo programa de humor para estrear em Dezembro de 1955. O programa já tinha sido vendido ao patrocinador e Victor estava desesperado, pois ainda não tinha nenhuma noção do formato e estrutura de tal programa humorístico. Manoel precisava viajar a Argentina e só ia voltar dia 1 de Janeiro. Obs: Nesta época ainda não havia a tecnologia do videotape.
Manoel enquanto ia viajar a Buenos Aires, deixou 4 programas escritos e o programa ia se chamar: “U.F.E No Ar U.F.E no Lar”. U.F.E significava “União Fabril Exportadora”. Carlos Alberto particiou do primeiro programa, Hebe Camargo participou do segundo, Wálter Forster do terceiro. Foram 4 programas escritos.
Quando Manoel voltou ao Brasil, Victor Costa lhe disse que o programa era muito ruim. Manoel lhe respondeu que já sabia que isso ia acontecer, pois tudo estava muito mal planejado e em cima da hora. Manoel lhe disse também que tinha uma idéia: “Eu estava lá em Buenos Aires e via lá da janela do meu quarto um senhor lendo jornal sentado ao lado da banca e que todo mundo o conhecia. Aí eu tive uma idéia, eu vou criar uma praça”. Isso foi muito interessante, sobretudo pela simplicidade da idéia, pois colocar um banco e um telão não exigia dinheiro nem cenários caros.
O programa estreou no começo do ano de 1956 e sempre foi sucesso absoluto na TV Paulista. Ficou de 1956 até 1961, sendo que houve dobradinha com a TV Rio, que também se interessou pela atração no final dos anos 50. Em 1961, a atração vai para a TV Tupi e fica até 1963, quando passa a ir para a Record. Manoel de Nóbrega comandou durante 14 anos a Praça, até 1970.

O principal personagem de Golias neste programa foi o Bronco. Ele sempre brincava com Manoel de Nóbrega, logo que chegava e se sentava no banco, dizia: “Chega pra lá, filhote de elefante!” Havia muitos outros apelidos de Golias ao amigo Manoel: Baleia de Niterói barril de chope, miniatura de elefante e monte de banha mal distribuídas.

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